Cirurgia robótica ginecológica e fertilidade: mitos e verdades

Cirurgia robótica ginecológica e fertilidade: mitos e verdades

A relação entre cirurgia ginecológica e fertilidade ainda desperta dúvidas e receios. Procedimentos cirúrgicos foram, muitas vezes, associados à perda da capacidade reprodutiva. Hoje, com o avanço da cirurgia robótica, esse cenário mudou, especialmente quando o tratamento é realizado em centros especializados.

Segundo a Dra. Maria Cecília Ribeiro Sá, ginecologista e especialista em cirurgia robótica ginecológica doInstituto de Cirurgia Robótica do Triângulo (ICR.T), a principal vantagem da tecnologia está na precisão extrema, que permite tratar doenças ginecológicas preservando estruturas essenciais para a fertilidade.

“A cirurgia robótica possibilita cortes menores, menos sangramento e maior preservação de tecidos saudáveis, como útero, ovários e trompas”, explica a médica.

Como a cirurgia robótica contribui para a preservação da fertilidade?
A tecnologia robótica reduz o trauma cirúrgico e favorece uma recuperação mais segura. Entre os principais benefícios estão:

* menor risco de aderências pélvicas;
* melhor preservação da função ovariana;
* menor necessidade de retirada de útero ou ovários;
* retorno mais rápido ao planejamento reprodutivo.

Esses fatores são especialmente importantes para mulheres que desejam engravidar após o tratamento de doenças ginecológicas.

Mitos e verdades sobre cirurgia ginecológica e fertilidade
Um dos equívocos mais frequentes é acreditar que cirurgia ginecológica causa infertilidade. De acordo com a Dra. Maria Cecília, muitas cirurgias são indicadas justamente para melhorar as chances de engravidar, como nos casos de miomas e endometriose. A ginecologista enumera oito mitos e mostra qual é a verdade em cada caso:
1.     “Toda cirurgia ginecológica causa infertilidade”
Falso.  A cirurgia pode melhorar a fertilidade, quando bem indicada.

2.     “Mexer no útero impede engravidar”
Falso. Técnicas modernas, como laparoscopia e robótica, preservam o útero e, muitas vezes, restauram sua função.

3.     “Cirurgia robótica é só estética”
Falso. A precisão da cirurgia robótica protege ovários, trompas e útero.

4.     “Endometriose sempre volta e cirurgia não adianta”
Falso Parcial: A endometriose pode voltar, sim, mas a cirurgia adequada pode aliviar sintomas e favorecer a gravidez.

5.     “Depois da cirurgia, só com fertilização in vitro”
Falso: Muitas mulheres engravidam naturalmente.

6.     “Se retirar um ovário, não dá mais para engravidar”
Falso: Com apenas um ovário saudável, a fertilidade pode diminuir, mas não desaparece.

7.     “Cirurgia sempre reduz a reserva ovariana”
Falso: Ao contrário, a técnica correta ajuda a preservá-la.

8.     “Quanto mais cedo operar, melhor”
Falso parcial: Cada caso precisa de avaliação individual.

Em quais tratamentos a cirurgia robótica faz mais diferença?
A cirurgia robótica tem impacto relevante na fertilidade, principalmente em casos mais complexos, como:
– Endometriose

Especialmente na endometriose profunda, a robótica permite remover lesões com maior precisão, preservando ovários e reduzindo aderências, o que aumenta as chances de gravidez natural ou assistida.
– Miomas uterinos (miomectomia)

Indicada para miomas grandes, múltiplos ou intramurais, a técnica possibilita melhor reconstrução da parede uterina, tornando o útero mais favorável à gestação.
– Cistos ovarianos

A separação delicada entre o cisto e o tecido ovariano saudável contribui para a preservação da reserva ovariana.
– Aderências pélvicas e malformações uterinas

A liberação precisa das aderências e a correção anatômica com mínimo trauma melhoram a funcionalidade das trompas e do útero.

Além disso, em situações muito específicas, algumas cirurgias ginecológicas oncológicas, em estágios iniciais, podem ser realizadas utilizando a técnica robótica, com foco na preservação da fertilidade.

Tecnologia aliada à decisão correta
Há casos de procedimentos em que outras técnicas podem ser empregadas com eficiência para um bom resultado. Mas quando o médico especialista indica a possibilidade da cirurgia robótica, é importante levar em consideração, devido aos seus inúmeros benefícios.

No entanto, a Dra. Maria Cecília reforça que a tecnologia não substitui o julgamento clínico. Segundo ela, “a cirurgia robótica não dispensa um bom diagnóstico, a indicação correta e a experiência da equipe. Quando bem indicada, ela protege o que mais importa para quem deseja engravidar”.

Deseja saber se a cirurgia robótica é indicada para o seu caso e como ela pode impactar sua fertilidade? Agende uma avaliação no ICR.T econverse com uma equipe especializada em cirurgia robótica ginecológica.

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