O DEUS DA CARNIFICINA EM UBERLÂNDIA

O DEUS DA CARNIFICINA EM UBERLÂNDIA

Mário Côrtes

 

As cortinas se abrem, à luz performa o artista cênico que rompe a cena num tom direto e potente, recortando em gestos e palavras a ação de um texto muitas e muitas vezes repetida em ensaios exaustivos. A presença se instaura. No aqui e agora se faz o entre nós de uma realidade outra que pede licença ou entra mesmo sem pedir em nossas vidas, e uma dúvida aparece: será que somos como estes personagens? O texto é “O Deus da Carnificina”, uma obra de Yasmina Reza, autora francesa traduzida em mais de 30 países. O palco é o Teatro Municipal de Uberlândia dentro da programação do UBERLÂNDIA NA ROTA DAS CULTURAS, aprovado pela Lei Estadual de Incentivo à Cultura e pela Lei Rouanet. O projeto conta com patrocínio da Algar, Sistema Martins, Governo de Minas Gerais e Governo Federal.

A direção do espetáculo é envolvente, proposta por uma figura que sai do interior do Rio de Janeiro e ganha palcos no mundo todo. Rodrigo Portella é capaz de fazer um trabalho de ourivesaria da encenação, transfere o poder do ator ao todo de uma encenação. Não disputa território com a virtuose, ele instaura a virtuose poética e sensível, capaz de transportar o público a qualquer lugar, inclusive a um espaço aberto, como na peça “O Deus da Carnificina”, tradução de Eloisa Araújo Ribeiro.

Esta comédia ácida narra o encontro de dois casais que discutem sobre um episódio de agressão envolvendo os seus filhos. E no espaço-tempo entre argumentos em defesa do filho agressor e argumentos de profunda revolta pelo que sofreu o filho agredido, vemos a dissolução do riso, e no deslizar entre a civilização e a barbárie o riso se torna, para uns, lugar de identificação com a própria performatividade social, e para outros, lugar de profundo estranhamento e repulsa. Em meio a uma profusão de violência verborrágica, há uma mensagem, e essa se transfigura em uma pergunta: é assim que resolvemos os nossos problemas?

O que podemos levar deste espetáculo é um pouco mais sobre nós, sobre a nossa capacidade de ouvir e dialogar em meio a tantos ruídos da vida. É um abrir de cortinas que não só se abre para uma apreciação da atuação brilhante dos atores Ângelo Paes Leme, Bianca Byington, Thelmo Fernandes e Anna Sophia Folch, mas também para a onipresença poética do diretor Rodrigo Portella, que figura sua inventividade em inúmeras facetas criativas. Esta atual versão brasileira de “O Deus da Carnificina” nos mostra que é possível transportar o público ao deleite de uma comédia de costumes neste século da ruptura de diálogo, mas também provar que o inescapável abrir das cortinas é capaz de proporcionar-nos um encontro vivo, com nossos problemas, através do teatro.

A coletiva de imprensa foi realizada no dia 09 de setembro de 2026 no anfiteatro da Algar com um lanche delicioso, um papo muito agradável sobre teatro, vida e o projeto Uberlândia na Rota das Culturas idealizado pelo produtor Carlos Guimarães Coelho e aprovado pela Lei Estadual de Incentivo à Cultura e pela Lei Rouanet. O projeto conta com patrocínio da Algar, Sistema Martins, Governo de Minas Gerais e Governo Federal.

 

 

SERVIÇO:

Espetáculo: O Deus da Carnificina

Data: 09 e 10 de setembro | quarta e quinta, às 20h

Local: Teatro Municipal de Uberlândia – Av. Rondon Pacheco, 7070.

 

Vendas antecipadas:

– Site Megabilheteria.com (24 horas e com taxa de conveniência)

https://megabilheteria.com/evento/temporada?id=20190827130748

 

Vendas físicas:

Loja Inclusive Brechó, na Av. Cesário Alvim, 396 – Centro (aberta das 9h às 18h, de segunda a sexta e das 9h às 14h aos sábados – estacionamento conveniado ao lado)

– Loja Rei do Quadro, na Av. Afonso Pena 1660 – Aparecida (Aberta das 9h às 17h50, de segunda a sexta e das 9h às 11h50 aos sábados)

 

Classificação indicativa: 12 anos

Duração: 70 minutos

Gênero: comédia ácida

 

FICHA TÉCNICA
Autora: Yasmina Reza
Direção de Rodrigo Portella
Tradução: Eloisa Araújo Ribeiro
Atores: Ângelo Paes Leme, Bianca Byington, Thelmo Fernandes e Anna Sophia Folch
Coordenação Geral: Anna Sophia Folch e Felipe Valle
Direção Musical/Trilha Sonora: Federico Puppi
Figurinos: Karen Brusttolin
Cenografia: Rodrigo Portella
Cenógrafa Executiva: Rahíra Coelho
Iluminação: Ana Luzia Molinari de Simoni
Assistente de Direção: Maria Clara El-Bainy
Direção de Produção: Felipe Valle
Produção Executiva: Juliana Trimer
Assistente de Produção: Gabriela Lira
Realização: Curumim Produções e Trupe Produções

Produção local: Uberlândia na Rota das Culturas | Carlos Guimarães e Maíra Pelizer

Assessoria de Imprensa local: Cristiane Guimarães

 

editoraolympia

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